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sexta-feira, janeiro 20, 2012

Noticia RTPInformação


É um "drama social" num dos distritos mais envelhecidos do país, com idosos a receberem pensões mínimas, como disse à Lusa o comandante dos bombeiros de Vila Flor, António Martins.
As corporações de bombeiros asseguram o transporte de emergência médica ao serviço do INEM, mas as ambulâncias deixam o doente na unidade de destino e têm de regressar imediatamente à base para estarem operacionais para outras emergências.
Já o retorno a casa fica por conta do doente, que tem de "se desenrascar" e na maioria dos casos tem apenas como alternativa alugar um táxi, como testemunhou à Lusa o comandante dos bombeiros de Freixo de Espada à Cinta, Sá Lopes.
"Temos três hospitais a 20 minutos entre eles, e o resto do distrito é paisagem, está tudo a uma hora, hora e meia de qualquer um", sublinhou, referindo-se às três unidades hospitalares concentradas a norte do distrito, no eixo do IP4, as de Bragança, Mirandela e Macedo de Cavaleiros.
Acontece também que, em alguns casos, nenhum dos três hospitais tem as especialidades necessárias e o doente tem de ser levado para Vila Real, como é o caso de cardiologia.
"Já chegámos a levá-los para Braga com uma perfuração na retina ou coisa do género", contou, referindo também as carências em oftalmologia.
Os bombeiros de Alfândega da Fé transportaram "há 15 dias" para bem mais perto uma idosa de Cerejais, evacuada para Macedo de Cavaleiros com uma hemorragia e que teve de pagar 50 euros de táxi para regressar a casa, a menos de 50 quilómetros do hospital.
"Meia hora depois (de dar entrada no hospital) a doente estava a ter alta, eram onze e meia da noite, já não havia transportes públicos, foram 50 euros de táxi para uma pessoa idosa e com uma pensão social", contou à Lusa o comandante dos bombeiros de Alfândega da Fé, João Martins.
A doente fez uma reclamação por escrito para os bombeiros, que já lhe explicaram que as instruções são estas:"é chegar, deixar o doente e vir embora".
O comandante está a pensar reencaminhar a queixa para o Ministério da Saúde porque considera que é "um problema social" que preocupa também o colega de Vila Flor.
"É uma situação que nos preocupa porque nós sabemos perfeitamente as carências que os utentes têm e as dificuldades económicas, muitos deles não têm possibilidades de pagar o transporte", referiu.
.Emílio Madeira, de 68 anos, sentiu-se mal em dezembro e foi evacuado pelo INEM para Vila Nova de Foz Côa, a urgência básica mais próxima da aldeia onde vive, Ligares, no concelho de Freixo de Espada à Cinta.
Pagou "40 euros de táxi" para fazer os pouco mais de 30 quilómetros de regresso.
Parte da população idosa está isenta de taxas moderadoras e outros custos na saúde por receber pensões baixas, mas "não está isenta do custo do transporte de retorno", como frisou o comandante dos bombeiros de Freixo de Espada à Cinta, o concelho mais afastado do principal hospital da região, o de Bragança.
Para fazer os 130 quilómetros que separam a duas localidades, um doente tem de pagar 120 euros de táxi, mais de metade da reforma de muitos idosos desta região, que não dispõe de uma rede de transportes públicos com uma resposta eficaz.
"Desde que comece a anoitecer, os transportes públicos param e (as pessoas) ou ficam alojadas numa residencial ou têm de se deslocar num veículo de um familiar ou de táxi, que é caro e as pessoas não têm possibilidade para pagar isto", referiu António Martins, dos bombeiros de Vila Flor.
Mais de 120 euros foi quanto cobrou, há pouco mais de um mês, o taxista de Bragança, José Vidal Pereira, a um habitante de Torre de Moncorvo, para o levar de volta a casa, depois de ter sido evacuado para o hospital de Bragança na sequência de um acidente de viação.
As pessoas "não têm culpa de estar longe dos hospitais", sublinha o comandante dos bombeiros de Freixo de Espada à Cinta, que lembra que "muitas pessoas idosas são largadas nos hospitais e nem têm capacidade para procurar um táxi ou o que quer que seja".


Blogue Ligares memória

quarta-feira, dezembro 14, 2011



Câmara Municipal inicia semana do Município, oportunidade para um contacto mais privilegiado com as populações e Juntas de Freguesia.
Com início na Freguesia de Poiares (dia 12), o contacto de proximidade termina a 16 na Freguesia de Ligares.
 
Semana do Município 
12 a 16 de Dezembro:

dia 12: Junta de Freguesia de Poiares
15h00: Junta de Freguesia, Reunião com  o Executivo
16h00: Junta de Freguesia, Atendimento aos Munícipes

dia 13: Junta de Freguesia de Lagoaça
15h00: Junta de Freguesia, Reunião com  o Executivo
16h00: Junta de Freguesia, Atendimento aos Munícipes

dia 14: Junta de Freguesia de Fornos
15h00: Junta de Freguesia, Reunião com  o Executivo
16h00: Junta de Freguesia, Atendimento aos Munícipes

dia 15: Junta de Freguesia de Mazouco
15h00: Junta de Freguesia, Reunião com  o Executivo
16h00: Junta de Freguesia, Atendimento aos Munícipes

dia 16: Junta de Freguesia de Ligares
15h00: Junta de Freguesia, Reunião com  o Executivo
16h00: Junta de Freguesia, Atendimento aos Munícipes

Compareçam e façam as questões
-- 
Cumprimentos
 
Daniela Bento


Blogue Ligares memória

sexta-feira, outubro 14, 2011

TDT Televisão Digital Terreste


Exmº Senhor(a) Presidente da Junta de Freguesia,
Num contexto mundial de migração tecnológica para a televisão digital terrestre (TDT) e por força das necessidades de coordenação comunitária sobre a utilização do espectro radioelétrico, bem como em prol de possibilitar mais e melhores serviços audiovisuais e de comunicações eletrónicas, Portugal está obrigado a proceder ao desligamento do sinal de televisão analógico terrestre (switch-off), passando os serviços de televisão em "sinal aberto" a ser assegurados pela TDT.
O processo de migração para a TDT está em curso e ficará concluído em 2012. Até agora, procedeu-se ao desligamento do sinal analógico de televisão em três zonas piloto definidas Alenquer, Cacém e Nazaré/Alcobaça.
A TDT permite uma melhoria da qualidade do som e da imagem, bem como novas funcionalidades. Na generalidade, os televisores que estão à venda no mercado já se encontram preparados para receber a TDT, pelo que quem tiver um destes aparelhos apenas terá que lhe ligar o cabo de antena e passará a receber televisão digital (exceção feita para uma minoria de casos em que será necessário reorientar as antenas existentes). Quem possui um televisor convencional terá que comprar um descodificador e ligá-lo ao seu televisor, podendo assim continuar a utilizá-lo, sem necessidade de adquirir um novo. Nas zonas com cobertura satélite há que comprar um Kit DTH, vendido pela Portugal Telecom.
A transição para a televisão digital terrestre é um processo muito simples, mas muito sensível. Há várias décadas que as pessoas veem televisão e, em muitos casos, esta é a sua única ligação à realidade exterior, e a sua única companhia. Ficar sem ela seria uma privação inaceitável para quem desde sempre se habituou a ver televisão de forma gratuita.
Para que o processo decorra sem perturbações é importante que todos estejamos mobilizados, fazendo a migração e ajudando os outros a fazê-la, informando e explicando o que está em causa e o que tem que ser feito. Pois, apesar de as campanhas publicitárias sobre o processo serem importantes, elas nunca dão toda a informação de forma exaustiva, pelo que há que assegurar a existência de outros meios para fazer chegar a informação às populações.
Nesse sentido, a ANACOM identificou um conjunto de parceiros que podem desempenhar este papel: as autarquias, as juntas de freguesia, as instituições particulares de solidariedade social, as televisões, a DECO e outras associações de consumidores, a Confederação Portuguesa dos Meios de Comunicação Social, o Instituto da Segurança Social e a Direcção Geral do Consumidor. Trata-se de entidades que, pelas suas características e, algumas, pela proximidade e confiança que suscitam junto das populações, podem ter um papel relevantíssimo neste processo, apoiando os cidadãos na transição.
Concluída que está a fase de pilotos, segue-se o desligamento do sinal analógico de televisão a nível nacional, sem prejuízo da informação que vem sendo veiculada pela Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), vimos apelar à colaboração dessa Junta de Freguesia, já que pode assumir um importante papel na prestação de informação credível e objetiva aos cidadãos, mas também de identificação de necessidades específicas ou de situações anómalas que requeiram ações corretivas ou soluções concretas. A ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações está disponível para colaborar com as Juntas de Freguesia neste processo, disponibilizando toda a informação de que necessitem para o efeito.
A transição para a televisão digital terrestre é objeto de um vasto plano de comunicação. Entre as ações já realizadas, destacam-se as reuniões tidas com as autarquias das três zonas piloto, com representantes dos governos regionais, nos Açores e na Madeira, bem como com a Associação de Municípios da Região Autónoma da Madeira, com a delegação da Madeira da ANAFRE e com a Direcção Regional da Segurança Social da Madeira. Além destas, realizaram-se ainda reuniões com a Associação Nacional de Municípios e com a ANAFRE, sendo que esta última manifestou total abertura para veicular através das juntas de freguesia informação sobre a TDT, além de ter manifestado disponibilidade para apoiar as populações no processo de transição para a TDT.
No caso específico da ANAFRE, foi mesmo realizada uma sessão de formação, no passado dia 29 de Abril, no Cacém, suportada financeiramente pela ANACOM, na qual estiveram presentes os Delegados Distritais e a Comissão Coordenadora da Associação, num total de 15 participantes. O objetivo desta sessão, dada a abertura manifestada pela ANAFRE para colaborar com a ANACOM neste projeto, era dar toda a informação sobre o processo de transição para a TDT, de modo a que os Delegados Distritais pudessem depois passar esta informação às Juntas de Freguesia do seu distrito, habilitando-as a esclarecer os seus fregueses sobre o processo.
Nas três zonas piloto, Alenquer, Cacém e Nazaré, foram realizadas sessões de esclarecimento destinadas ao segmento profissional retalhistas, instaladores e eletricistas, a instituições de solidariedade social, às juntas de freguesia e ao público em geral. Foram ainda distribuídos guias TDT porta-a-porta nas três zonas piloto, folhetos informativos, afixados cartazes, outdoors e, no Cacém, foi feita a distribuição gratuita de um jornal sobre TDT.
Estas ações vão agora ter continuidade, a nível nacional. Foram distribuídos, ainda em Julho, cerca de 3,5 milhões de exemplares do Jornal TDT e, desde o início de Outubro, está no ar nova vaga de publicidade sobre TDT da responsabilidade da Portugal Telecom, entidade à qual foi atribuída a licença para operar a TDT, a que se seguirão novas vagas de publicidade a lançar pela ANACOM entre o final do ano e a conclusão do processo. A ANACOM vai ainda fazer uma distribuição porta-a-porta a nível nacional do guia TDT e colocará folhetos informativos nos balcões da CGD e nas estações de correios. Além disto, a ANACOM dispõe de um importante conjunto de informação sobre o processo de migração para a TDT a que se pode aceder através do nosso sítio na Internet: www.anacom.pt. Aproveito ainda para recordar o número nacional de atendimento permanente para a TDT -             800 200 838       - e o sítio TDT no endereço www.tdt.telecom.pt.
Chamo também a atenção para o programa de subsidiação destinado a famílias mais carenciadas, nomeadamente os titulares do rendimento social de inserção, os reformados e pensionistas com rendimento inferior a 500 euros mensais e os portadores de um grau de deficiência igual ou superior a 60%, que podem beneficiar de um subsídio para a compra dos descodificadores (e kits satélite). O subsídio corresponde a 50% do valor do equipamento (há descodificadores disponíveis no mercado a partir de €30) com o limite de 22 euros.
Em suma, o plano de comunicação em curso, bem como o programa de subsidiação, ajudarão a que a transição de processe sem sobressaltos desnecessários, mas todas as entidades com fortes ligações às populações, como as autarquias, juntas de freguesia, IPSS, Misericórdias, comerciantes e instaladores, terão aqui um importante papel a desempenharÉ neste sentido que apelamos à vossa colaboração, reiterando a total disponibilidade da ANACOM em colaborar com as Juntas de Freguesia que entendam ter um papel ativo neste processo.
Em baixo enviamos um link para o guia TDT, que no final de Outubro será objeto de distribuição a nível nacional, para, caso o entendam, poderem dar informação sobre o tema aos fregueses.
Com os melhores cumprimentos,

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