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segunda-feira, agosto 30, 2010

Os horizontes da minha terra

Ao longe se vêem horizontes
que nunca mais vão acabar
entre vales e montes
muita gente a trabalhar

Em tempos que já lá vão
era uma tremenda canseira
fosse Inverno ou Verão
no cultivo da amendoeira

Homens e animais
os seus campos lavravam
tratando dos seus amendoais
que hoje desprezam

Nas encostas do rio Douro
mais dificuldades se encontravam
eram os animais no seu próprio couro
amêndoas e pessoas transportavam

Eram caminhos em veredas
que naqueles montes passavam
pareciam caminhos de formigas
todas elas se cruzavam

Trabalhava-se com tanto amor
que por vezes dava gosto
ver as amendoeiras em flor
os olhos saltando do rosto

Fazem-se tantas excursões
para ver as amendoeiras em flores.
Só ficam recordações
toda a gente olha em redor.

Executam-se tantas paragens
para vos poder admirar.
Muitas agências de viagens
de muitos lugares vêem aqui parar.

Ó beleza infínita!
Acabaram-se os amendoais,
a natureza mais bonita
que não vos vejo mais

No meio de tantos olhares
e de tanta admiração,
é a paisagem de Ligares
que a trago no coração.

Texto de: António Manuel L. Carrasco
Blogue Ligares memória

Adeus terra natal

Adeus aldeia trasmontana
ao alto ficam os montes.
Já não trabalho toda a semana
e não bebo água em todas às fontes.

Não bebo água em todas as fontes,
nos vales e montanhas.
Para trás deixei horizontes
dessas serras tão estranhas

Dessas serras tão estranhas
nessas altas serranias
trovoadas tamanhas,
noites e manhãs tão frias.

Noites e manhãs tão frias
até ficava congelado
o que uma criança faria
sozinho a guardar o gado...

Sozinho a guardar o gado
por lá encontrava pastores aos pares.
Adeus, que me vou embora cansado,
Adeus aldeia Ligares

Adeus aldeia Ligares
do concelho Freixo Espada à Cinta
deixo aldeias aos pares
da sua beleza infínita.

Da sua beleza infínita
da sua beleza natural
cada qual mais bonita
que pertence a Portugal

Texto de: António Manuel L. Carrasco


Blogue Ligares memória

A minha terra natal





Nesta freguesia eu nasci
e nela me criei.
Foi nela que cresci
bons e maus momentos passei

Os bons são para recordar
e os maus para esquecer.
A vida tem pernas para andar
e nada se pode fazer

Tempos que já passaram,
tempos bem amargurados.
Muitos campos se lavraram
correndo atrás do gados

Grandes cearas cresciam
nos longos campos verdejantes
mais ao longe pareciam
montanhas ondulantes

Ó montanhas ondulantes!
Pergunto eu por onde andais.
Já não vos vejo como dantes
nunca, nunca mais

Chegava o mês de junho
lá dizia a tradição:
“Pegamos na foice em punho
vamos ceifar o nosso pão”

Nas grandes eiras se praticavam,
na separação do melhor.
Palhas douradas se separavam
o nosso pão com lágrimas e suor.

Isto é o fim de todas as separações
que no inicio era o primeiro
É o pão para todas às refeições
e a palha para o palheiro


Texto de: António Manuel L. Carrasco

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